Você tem certeza de que está realmente executando sua estratégia?

Recentemente, conversando com um amigo e empresário, ele comentou comigo algo interessante (espero que ele não se importe se eu reproduzir as palavras dele aqui no blog):

“Estou um tanto frustrado! Nós possuímos um planejamento estratégico e nosso próprio balanced scorecard, mas eu não consigo enxergar como as coisas que nossos times vem executando e medindo, estão ligadas à nossa estratégia. Não consigo ver a ligação, parece que nosso plano estratégico é puramente operacional”.

O pior de tudo é que ele estava certo. Pedi para que ele me citasse exemplos de alguns objetivos estratégicos e de alguns projetos estratégicos que eles vem executando na organização e mesmo com uma boa experiência na área, tive dificuldades na hora de tentar traduzir as estratégias corporativas em ações e medições operacionais. Pareciam muito genéricas. É estranho escrever isso mas os objetivos estavam descritos sem objetividade, de forma extremamente ampla. Típico do pensamento errôneo de que o planejamento estratégico precisa abraçar tudo sempre.

Pode parecer redundante, mas o planejamento precisa abranger aquilo que precisa ser abrangido. Deve conter exatamente os planos que se quer realmente alcançar e que se CONSEGUE alcançar. A superestimação do planejamento já começa pela visão das empresas, com frases como “Ser referência nacional…” quando muitas vezes estão longe de ser referência no seu próprio estado ou região. O macro-objetivo parece tão distante e irreal que não cria a mobilização necessária e nem o sentimento de que é possível se todos trabalharem.

O ideal nesses casos, considerando a escada de objetivos de uma empresa, é compor uma estratégica para alcance de um ou dois degraus acima do ponto atual. Isso faz com que todos as pessoas da instituição consigam facilmente enxergar os objetivos da mesma forma que os diretores enxergam. A sensação de real possibilidade impulsiona os trabalhos de todos, e as falhas são rapidamente detectadas e podem ser ajustadas. Quando os resultados de um indicador, impactam diretamente um objetivo da empresa, os dados deixam de ser operacionais e passam a ser estratégicos.

Na próxima revisão do seu planejamento, ao invés de tentar ser referência em alguma coisa, pense em conquistar um novo mercado, pense em inovar com novos produtos, pense em satisfazer melhor o seu cliente, pense vender mais. A referência vem automaticamente. E Antes de pensar que tudo está perdido, acalme-se. O planejamento inclui a tentativa e erro e errar é humano, é para isso que serve a revisão do planejamento estratégico.

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